Durante muito tempo, a corrida foi vista como um esporte essencialmente individual. Um exercício de disciplina, constância e superação pessoal, muitas vezes praticado de forma introspectiva — seja nas ruas, seja nas esteiras. Mais recentemente, porém, esse cenário começou a mudar. Junto com a On, a gente explica de que forma o que antes era um hábito solitário se consolidou como fenômeno coletivo e parte de um movimento global que envolve trabalho em equipe, trilha sonora, estética própria, novos desafios e festas em cenários inusitados.

A energia de pertencer

Antes de mais nada, correr continua sendo uma das atividades mais democráticas do ponto de vista logístico: exige poucos equipamentos, pode ser praticada em diferentes contextos urbanos e se adapta a múltiplos níveis de preparo físico. Em tempos marcados por uma busca crescente pelo bem-estar, é natural que a modalidade seja a primeira opção de muita gente, já que melhora o condicionamento cardiovascular, fortalece o corpo e, ao mesmo tempo, reduz o stress e a ansiedade. Mas não é só isso.

Em grandes cidades ao redor do Brasil e do mundo, cresce o número de pessoas que encaram o esporte não só como atividade física, mas como uma forma de conexão social e expressão de estilo de vida. Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no comportamento urbano. Em uma rotina permeada pelo excesso de estímulos digitais, jornadas de trabalho extensas e relações cada vez mais mediadas por telas, atividades que combinam bem-estar físico e interação olho no olho ganharam relevância pra espantar a solidão.

Em reação ao cansaço das telas e à dificuldade de criar conexões genuínas, a corrida passou a funcionar como um “app de namoro offline”. Ao compartilhar um interesse em comum e uma rotina focada no exercício, as pessoas acabam se conhecendo de forma mais espontânea, sem a pressão de um match ou de uma conversa que precisa render. A meia azul como código de “estou querendo conhecer gente nova” chamou a atenção recentemente pra esse aspecto do corre.

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Correndo pra encontrar a sua turma

Dados publicados pelo Strava dão uma ideia de como a socialização por meio da corrida se tornou um fenômeno global em expansão. Em 2025, nos Estados Unidos, o número de clubes de corrida quadruplicou em relação ao ano anterior; na França, que lidera na Europa, o aumento foi de 6,5 vezes; e, no Brasil, o crescimento chegou a 8,8 vezes — ou seja, somos o país que mais socializa através da corrida.

O corre em grupo não é exatamente uma novidade, claro. Mas as motivações por trás dessas iniciativas mudaram. Para as gerações mais jovens, os eventos e equipes de corrida vão além do exercício físico. Envolvem relações, formas de expressão individual e pertencimento cultural. Ou seja, atendem a três demandas centrais da vida adulta contemporânea: bem-estar, socialização e prazer.

Além da performance

Outro fator relevante é a mudança de percepção em relação ao próprio esporte. Se antes a corrida estava fortemente associada à performance — tempos, recordes pessoais e evolução física —, hoje há uma valorização crescente da experiência. Pra muitos praticantes, completar o percurso deixou de ser o único objetivo e o contexto em que isso acontece importa cada vez mais.

Essa mudança abre espaço pra outros tipos de provas. Não por acaso, eventos ligados ao esporte vêm se multiplicando. Corridas tradicionais, como maratonas e meias-maratonas, continuam atraindo milhares de participantes, mas novos formatos têm ganhado força ao incorporar elementos de entretenimento, cultura e convivência.

On Squad Race Rio de Janeiro

Um bom exemplo que entrega muito mais do que medalha é o On Squad Race, onde esporte, cultura urbana e música se misturam a um revezamento 4x600. Correndo na velocidade máxima, vários times testam a força das pernas e dos pulmões em um trajeto com curvas e subidas, antes de passar o bastão. A prova faz parte da série global promovida pela On em outras 19 cidades ao redor do mundo — entre elas Tóquio, Sydney, Berlim, Londres, Miami e Barcelona.

No dia 21 de abril, feriado de Tiradentes, o On Squad Race chega ao Rio de Janeiro. O evento acontece na Cidade das Artes, a partir das 18h. O squad mais rápido vai representar o RJ na Final Mundial em Los Angeles. Depois da corrida, rola festa com Domply e FBC. As inscrições de equipes estão encerradas. Mas vista o seu novo Cloudmonster 3 e leve sua galera pra torcer e curtir a festa.

Pra saber mais:

· O episódio do podcast Desenrola sobre o mix de vida saudável e rolês.
· O guia pra começar a correr da Folha de S.Paulo.
· O livro Auto-Retrato do Escritor enquanto corredor de fundo (Casa das Letras), de Haruki Murakami.
· O documentário A vida é uma maratona, sobre a relação do Dr. Drauzio Varella com a corrida.

Anitta já declarou que prefere dormir do que transar. E ela não está sozinha: 67% da Gen Z têm a mesma opinião, segundo um levantamento realizado pela plataforma EduBirdie com 2 mil jovens nos EUA. Mas será que a questão é falta de vontade ou, no mundo acelerado que vivemos, só não estamos dando tempo e espaço pro desejo surgir? No episódio mais recente do Desenrola, conversamos com a atriz e diretora Maria Flor sobre os prazeres de uma boa transa — e de uma noite de sono revigorante. Assista ao papo completo!

texto: Adriana Setti

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