Ser mulher não é fácil. E basta abrir o celular pra se lembrar disso em poucos segundos. Além das notícias assustadoras, tem se tornado cada vez mais comum esbarrar em conteúdos e “trends” que incitam a violência contra as mulheres ou reforçam ideias machistas: que elas naturalmente cuidam melhor da casa e dos filhos, que devem ser sempre agradáveis e disponíveis, que precisam competir entre si…

Nesse cenário, estar rodeada de outras mulheres pode funcionar como um respiro. Isso vale tanto pra uma saída à noite, em que a presença feminina dá aquela sensação de segurança, quanto pro círculo mais próximo, onde compartilhar experiências ajuda a perceber que o que parecia um problema individual, muitas vezes, é coletivo. Aqui, a gente fala sobre a força dessas conexões — e dá dicas de como incluir mais mulheres no seu círculo social.

Amigas & nada rivais

Durante muito tempo, filmes, livros e até desenhos animados estimularam a competição entre mulheres, com histórias que giravam em torno de quem era a mais bonita, a mais interessante ou a mais popular. Pouca coisa mudou, mas a verdade é que o incentivo à rivalidade feminina não se limita ao entretenimento. No ambiente de trabalho, por exemplo, ainda persiste a sensação de que há menos espaço pra elas, especialmente em cargos de liderança. O resultado? Muitas sentem que, pra uma avançar, outra precisa ficar pra trás.

Essa narrativa repetida há séculos enfraquece os laços femininos e dificulta algo fundamental: o apoio mútuo. Entre homens, a lógica de proteção é quase automática. Quando um é criticado — na internet, no trabalho, na família ou entre amigos —, outros aparecem pra defendê-lo antes mesmo de saber toda a história. Já imaginou se entre mulheres esse impulso fosse tão imediato? Se a primeira reação diante de uma crítica ou de um ataque fosse perguntar e escutar, antes de qualquer julgamento?

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A conta não é só sua

Estar entre mulheres cria um espaço em que experiências podem ser compartilhadas sem constrangimento — e não é preciso explicar muito pra se sentir acolhida. Muitas vezes, basta uma começar a falar (sobre trabalho, relacionamentos, segurança) pra outras se reconhecerem. Aos poucos, fica evidente que muitas dessas situações não são apenas pessoais, mas fazem parte de algo maior: desigualdades e violências que atravessam a vida das mulheres — no plural.

Sentimentos à flor da pele

Que mulher nunca ouviu o clássico “você está de TPM?” depois de ser um pouco mais incisiva? Ou nunca foi chamada de “histérica” ao chorar ou reclamar de algo com toda a razão? Justamente por conta desse tipo de reação, muitas aprendem — às vezes sem nem perceber — a esconder o que sentem quando estão em ambientes dominados por homens. O medo é que uma reação legítima acabe sendo tratada como exagero, drama ou frescura.

Na companhia umas das outras, porém, esses sentimentos encontram espaço não só pra existir sem julgamento, mas também pra ganhar outra dimensão. Pense na raiva, por exemplo: quando ela é colocada pra fora, fica mais fácil entendê-la — e transformá-la. Em vez de algo paralisante ou sufocante, ela pode virar impulso pra questionar, mudar as coisas e reivindicar mais espaço e representação.

Só benefícios

Essa união não fica só no campo das ideias ou das conversas entre amigas. Ela também aparece em atitudes concretas, às vezes discretas, mas que abrem caminhos e tornam o dia a dia mais leve.

Sem medo

O medo ainda é muito presente na vida das mulheres. De acordo com um estudo do Instituto Locomotiva divulgado pela Folha de S.Paulo, 68% das brasileiras têm receio de andar na rua sozinhas à noite. Mas esse sentimento não se limita a situações extremas ou perigosas: ele aparece também nos pequenos gestos do dia a dia, como evitar um confronto, segurar uma opinião ou medir reações pra não ser mal interpretada.

É por isso que estar entre mulheres, mesmo desconhecidas, pode ser sinônimo de segurança e liberdade. Pode significar usar a roupa que quiser, conversar e se expressar sem se preocupar com olhares ou assédios. Recentemente, viralizou nas redes sociais um vídeo em que duas mulheres se abraçam após um pequeno acidente de trânsito — sem briga, sem estresse. Uma cena simples, mas que diz tudo.

Está faltando mulheres no seu círculo social?

Uma forma simples de começar é pedir pra uma amiga apresentar colegas com quem você talvez se dê bem. Muitas amizades começam justamente assim: por meio de alguém em comum que percebe afinidades antes mesmo de elas aparecerem numa conversa. Outra possibilidade é um movimento pequeno, mas significativo: chamar pra um café aquela mulher que você admira de longe — ou com quem troca apenas algumas palavras — na academia, no trabalho, no prédio ou até nas redes sociais.

Também vale entrar em clubes ou grupos com interesses em comum, como leitura, corrida, cinema ou bordado. Alguns deles são voltados especialmente pra mulheres e acabam virando mais do que encontros em torno de um hobby: tornam-se espaços de troca, conversa e companhia.

Pra saber mais:

· O livro Para Revolucionar o Amor: A crise do amor romântico e o poder da amizade entre mulheres (2024), de Ingrid Gerolimich.
· O episódio “Competição Feminina”, com a psicóloga Mayara Ferreira, do podcast Amores Possíveis.
· Esta matéria do Oprah Daily sobre como a amizade feminina pode ser o segredo pra longevidade.
· Nosso post sobre como irritar uma mulher em 7 frases.
· A série A Amiga Genial, inspirada no livro de Elena Ferrante que aborda a intensidade e a complexidade da amizade feminina.

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COMER FORA É BOM, COZINHAR EM CASA É ÓTIMO

Se virar com o básico — arroz soltinho, um ovo bem feito, macarrão honesto — já é meio caminho andado. Mas saber cozinhar de verdade, e ter um lugar bacana pra isso, é uma das grandes realizações da vida adulta. Além de trazer autonomia, mandar bem na cozinha também é cuidar: tanto de você como das pessoas ao seu redor. E quando você tem eletrodomésticos de alta qualidade e um espaço organizado, essa tarefa vira prazer. A tecnologia entra justamente aí: facilitando processos, economizando tempo e reduzindo o esforço. Com a Samsung, você pode montar um ecossistema completo, controlando tudo através do app SmartThings, do forno com função Air Fryer aos queimadores do cooktop, passando pela coifa e a geladeira, podendo visualizar o que está ligado mesmo quando está fora de casa, o que torna tudo mais seguro.

texto: Dandara Fonseca | edição: Fernanda Nascimento

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