


As pausas entre as tarefas do cotidiano são fundamentais pra uma boa qualidade de vida. Mas o que fazemos com elas? Uma pesquisa do Instituto Ipsos Brasil pro Nubank Ultravioleta, sobre como os brasileiros lidam com o tempo no dia a dia, constatou que sobram poucos momentos livres: em média, apenas um quarto da vida adulta. Entre as mulheres, esses momentos são ainda mais raros, já que elas seguem responsáveis pela maior parte do trabalho de cuidado — tanto da casa quanto dos filhos. Por isso, que tal avaliar sua rotina e refletir sobre como tem aproveitado esse bem tão valioso — e escasso?
Status: na correria
A sensação de que o dia passou rápido demais e não houve tempo pra nada além das obrigações é uma constante na rotina das pessoas maiores de 18 anos no Brasil. E não é por acaso: considerando uma expectativa de vida de 76 anos, passamos 43 anos da vida adulta cumprindo tarefas. Desses, cerca de 13 anos (23%) são dedicados ao trabalho remunerado; 6,2 anos (11%) ao trabalho doméstico e 3,9 anos (7%) ao cuidado de familiares. Além disso, 4 anos (7%) são dedicados a deslocamentos e ao trânsito, dos quais 3 anos (5,6%) são apenas indo ao trabalho.

Enfim, livre!
Os brasileiros têm uma média de 15 anos de tempo livre durante a vida adulta — o que, comparado ao tempo ocupado, realmente não é muita coisa. Por isso, precisamos pensar cuidadosamente sobre como aproveitamos esses momentos. As duas atividades que mais consomem nosso tempo livre envolvem o uso de telas. Em primeiro lugar está o celular. Passamos, em média, 3,6 anos (6%) da nossa vida adulta conectados a esse aparelho. Em seguida, vem o tempo dedicado à TV e ao rádio que, juntos, somam 2,9 anos (5%).
Em contrapartida, atividades relacionadas ao esporte e ao bem-estar preenchem 4% da nossa vida adulta, enquanto a leitura ocupa apenas 3%. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 44% dos brasileiros nunca leram um livro, e, entre os que leem, a média é de menos de três livros completos por ano. A exposição ao sol também é um hábito em baixa: dedicamos apenas 1 ano da nossa vida adulta a atividades ao ar livre, negligenciando o fato de que essa prática é extremamente importante pra nossa saúde física e mental.
Pensando nisso, que tal equilibrar melhor o tempo on-line e offline? Rola levar um livro pra ler no parque enquanto toma sol, sair pra caminhar na praia antes do trabalho, aproveitar o final do horário de almoço pra relaxar, curtir a família, encontrar os amigos… As opções longe do celular são muitas, basta usar a criatividade!
Fazer nada: você consegue?
Não é à toa que o brasileiro anda tão cansado: apenas 2 anos da nossa vida adulta são dedicados à arte de fazer nada. Mesmo que os dias de descanso sejam fundamentais em várias religiões e culturas há séculos, relaxar se tornou tão incomum na sociedade da produtividade que, hoje em dia, precisamos trabalhar a nossa cabeça pra conseguir viver esses momentos sem sofrer com sentimentos como culpa, tédio e medo de estar perdendo alguma coisa incrível (o FOMO, “fear of missing out”, na sigla em inglês).

Pode parecer contraditório incluir “fazer nada” na sua lista de afazeres. No entanto, descansar e contemplar são necessidades básicas. Assim como você reserva tempo pra se alimentar, fazer exercícios e ir ao médico, também ganharia em saúde mental e física se deixasse intervalos em branco na agenda.
Abrindo espaço
Segundo o estudo*, se tivessem mais tempo livre, o que os brasileiros mais gostariam de fazer é viajar (42%), atividade que, pra parte da população, está restrita às férias, que representam apenas 1,8 anos da vida adulta. Em seguida, os entrevistados disseram que usariam esse tempo pra dormir (36%), assistir TV (27%), praticar esportes ou exercícios físicos (26%) e descansar (23%).
Mas a pergunta que fica é: dá pra arrumar mais tempo livre sem se demitir ou tomar alguma outra atitude drástica? A resposta varia de acordo com a realidade e as responsabilidades de cada pessoa, mas algumas dicas podem ajudar a ampliar esses momentos de lazer e descanso. Por exemplo: a tecnologia não precisa ser uma inimiga. Em vez de deixar as redes sociais consumirem grande parte do seu tempo livre, você pode usar as ferramentas de Inteligência Artificial pra agilizar a sua vida.
No trabalho, desativar notificações e criar períodos de foco pode ajudar a minimizar distrações. Aprender a delegar e pedir ajuda quando necessário também é fundamental. Já na vida pessoal, uma boa dica é reduzir a complexidade, o que inclui desde a forma como você se veste até a quantidade de itens que possui em casa. Fazer listas também é uma excelente estratégia pra organizar o dia e otimizar tempo. Pesquisas recentes descobriram que, além de fazer a vida fluir melhor, seguir uma rotina pode trazer benefícios psicológicos de longo alcance. Por fim, não tenha medo de dizer não: escolha melhor seus projetos, eventos, festas etc.
Precisa de mais tempo livre?
Um brasileiro gasta, em média, 13 meses da sua vida adulta fazendo uma das tarefas que menos curte: cuidar de questões financeiras. Isso é mais do que o tempo que a gente passa ao ar livre! Aproveite essa reflexão pra conhecer o Efeito Ultravioleta. Pra que você possa investir seu tempo no que realmente importa, o Nubank Ultravioleta elimina distrações e complicações.
Saiba mais:
· O podcast Organiza Cast, de Thais Godinho.
· Esta reportagem da Forbes sobre como ter mais tempo livre.
· Este vídeo da psicanalista Maria Homem sobre produtividade tóxica.
· Os livros The Nature Fix: Why Nature Makes us Happier, Healthier, and More Creative (2017), de Florence Williams, e Faça Tempo (2019), de Jake Knapp, com John Zeratsky e Braden Kowitz.
· Nosso post sobre sobre a semana de quatro dias, com dicas de como otimizar o tempo de trabalho.
*Estudo com metodologia híbrida de coleta, online e face to face, realizado pela Ipsos a pedido de Nubank em todo Brasil, entre 17/07/2024 e 23/07/2024. Foram realizadas 1.500 entrevistas entre homens e mulheres, acima de 18 anos, de todas as classes sociais (ABCDE) nas cinco regiões brasileiras (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste). Margem de erro de 2,5 p.p.
texto: Dandara Fonseca | edição: Adriana Setti |
arte: Eduardo Gayotto
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