Pace, intervalado, Strava, fartlek, tiro, drop. Se você conhece todos esses termos, provavelmente a corrida faz parte da sua vida. Se não é o caso, talvez já tenha se perguntado por que, de repente, parece que todo mundo está treinando pra correr alguma prova e compartilhando os seus paces nas redes sociais.

Nos últimos anos, muitas pessoas se apaixonaram perdidamente por essa que é uma das práticas corporais mais antigas da humanidade — e que já viveu alguns momentos de hype. Junto com a On, marca fundada na Suíça pra revolucionar o seu jeito de correr — que acaba de lançar o Cloudsurfer Next, match entre alta tecnologia e conforto —, a gente explica os diversos benefícios físicos e mentais desse esporte, além dos motivos pelos quais toda corrida vale.

Corpo em dia

A corrida é uma das formas mais acessíveis de abandonar a vida sedentária. E não é necessário percorrer longas distâncias ou alcançar paces impressionantes. De acordo com dados de 2023 do Ministério da Saúde, 60% da população adulta brasileira é sedentária. Entre as pessoas jovens de 11 a 17 anos, o cenário é ainda mais preocupante: 84% é menos ativa do que deveria. Em outras palavras, se você correr três quilômetros três vezes por semana — seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, que recomenda pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física moderada ou 75 a 150 minutos de atividade física intensa semanalmente —, já deixou mais de meio Brasil (e o sedentarismo) pra trás.

Do ponto de vista físico, os maiores benefícios da corrida incluem a melhora do sistema cardiovascular, o fortalecimento de vários grupos musculares — como pernas, abdômen e costas — e o aumento da densidade óssea, o que ajuda na prevenção da osteoporose e de possíveis fraturas. A corrida também contribui pra regulação dos níveis de açúcar no sangue, ajudando a evitar ou controlar o diabetes tipo 2, e auxilia na redução do colesterol LDL (“colesterol ruim”). Além disso, um estudo de 2023 revelou que correr 75 minutos por semana pode adicionar 12 anos à sua vida.

Mente também

Assim como outras atividades físicas, a corrida está associada a níveis mais baixos de stress e ansiedade, uma vez que reduz a produção de hormônios como o cortisol. Em contrapartida, promove a liberação de endorfinas — neurotransmissores relacionados ao bem-estar e à euforia — e de serotonina, que regula o humor. Por essas e outras, sair pra correr por alguns minutinhos tem o poder de transformar um dia ruim em um dia bom. Pesquisas qualitativas realizadas em diversos países encontraram uma correlação positiva entre a corrida e uma maior sensação de bem-estar geral e satisfação com a vida.

Estudos como este, publicado no jornal Communications Medicine em 2022, também indicam que exercícios aeróbicos melhoram várias funções cognitivas, incluindo a memória e a atenção. Já um artigo publicado na Frontiers in Psychology sugere que correr regularmente pode desenvolver a resiliência mental, o que nos ajuda a lidar melhor com situações difíceis e estressantes — quem pratica sabe muito bem o quanto essa atividade envolve trabalhar a cabeça. Pra muita gente, a corrida ainda é, ironicamente, uma forma de desacelerar e suavizar o ruído na mente inundada pelo fluxo sem fim de informações.

Da Antiguidade ao hype

Os primeiros registros de competições organizadas de corrida datam de 776 a.C., quando ocorreram os primeiros Jogos Olímpicos da Antiguidade, na Grécia. No Brasil, embora não haja um consenso sobre qual foi a primeira corrida oficial, a mais emblemática é, sem dúvida, a São Silvestre, que fez sua estreia em 31 de dezembro de 1925, na cidade de São Paulo.

A popularização da corrida de rua, no entanto, ocorreu de forma exponencial a partir dos anos 1980, tendo como um dos principais responsáveis o médico Kenneth Cooper. Autor de livros como Capacidade aeróbica e Correndo sem medo, Cooper não apenas desenvolveu um método pra medir a capacidade física de corredores amadores, como também promoveu a corrida como uma ferramenta essencial da medicina preventiva.

Além da saúde

O atual sucesso da corrida está ligado a vários fatores comportamentais, incluindo o crescente interesse da geração Z por cuidar da saúde. Segundo a pesquisa Saudabilidade na Geração Z 2023, da SaudaBe, apenas 11% dos nascidos entre a segunda metade de 1990 e 2010 não buscam viver de forma saudável. Boa parte dos jovens também bebe menos e procura adotar uma rotina digna de ser compartilhada nas redes sociais.

Em um momento no qual a solidão é considerada um problema de saúde pública e tanta gente enfrenta dificuldade pra construir relações genuínas, participar de clubes de corrida pode ser uma excelente maneira de socializar com pessoas novas — e com interesses em comum. Além disso, oferece a valiosa sensação de pertencer a um grupo, algo cada vez mais raro nos dias de hoje. Como conclui Beatriz Guarezi nesta edição da newsletter Bits to Brands, “os grupos de corrida também se converteram em uma oportunidade de encontrar um par com os mesmos valores, e Stories de quilômetros percorridos viraram isca pra uma reação de foguinho”.

Alguns dados

A corrida foi o esporte mais praticado no mundo em 2023, de acordo com o relatório Year in Sport, do Strava. No mesmo ano, foram realizadas mais de 150 mil disputas de rua no Brasil, registradas pela Associação Brasileira de Corridas de Rua. A estimativa é que existam, hoje, cerca de 13 milhões de corredores em todo o país, entre amadores e profissionais, segundo a Tickets Sports.

Toda corrida vale

Lidar com a tentação de sucumbir a uma desculpa esfarrapada faz parte da vida de quem corre. Mas, ahhhh, que bem-estar a gente sente quando bate aquela endorfina! Toda corrida vale porque é sentindo aquele ventinho no rosto — e pingando de suor — que você vive os melhores momentos do seu dia. Porque dá um boost incrível no seu humor. Porque é o seu momento: de silêncio, de solitude, de pensar em tudo ou em nada. Pra próxima corrida ser mais fácil e divertida, vá de Cloudsurfer Next, da On Running, o match entre alta tecnologia e conforto, pra qualquer tipo de treino. Conheça!

Saiba mais:

· A edição Correndo Atrás, da newsletter Bits to Brands.
· O livro Correr (2015), do médico Drauzio Varella.
· Esta lista com 21 filmes sobre corrida que valem a pena assistir, feita pela multiplataforma Corrida Perfeita.
· O TEDx Are we born to run? (2010), do jornalista e fã de corridas ao ar livre Christopher McDougall.

No episódio mais recente do Desenrola, gravado diretamente da Casa The Summer Hunter em São Paulo, a crítica, curadora e jornalista gastronômica Luiza Fecarotta conversa com a chef Ieda de Matos, que está à frente do Casa de Ieda; Mariana Weber, jornalista e fundadora da plataforma O Caderno de Receitas; e Patty Durães, pesquisadora de culturas alimentares, sobre como conciliar a correria do dia a dia em uma metrópole com uma boa alimentação. Ouça agora!

🚨 Alerta de spoiler: Na próxima segunda (19/8), o papo é sobre o tesão de morar em São Paulo. Você já parou pra pensar o que faz a vida nessa metrópole valer a pena? Nossos convidados são a roteirista, apresentadora e cofundadora do podcast Mamilos Juliana Wallauer, os artistas e pesquisadores Toni Baptiste e Flávio Camargo, do Coletivo Coletores, e o arquiteto, urbanista e sócio-fundador da Altar Pedro Lira. Já segue o podcast na sua plataforma de áudio preferida e aproveita pra dar cinco estrelas!

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