


Os modelos de família estão cada vez mais diversos. A prova disso é que os formatos que não se enquadram na chamada “família tradicional” já são a maioria, a exemplo de pais divorciados que constituíram novas histórias com filhos de ambos e casais homoafetivos com crianças adotadas. Nesse cenário, o papel da figura paterna também vem se transformando e, por mais que cada um tenha o seu jeito de ser — atleta, geek, executivo, namastê, intelectual, rolezeiro etc. —, há uma série de responsabilidades e posturas que a definem atualmente.
As várias discussões sobre temas como masculinidade tóxica, paternidade responsável e uma melhor divisão do trabalho de cuidado fizeram com que a figura do pai responsável apenas pelo bem-estar financeiro da família perdesse o sentido — até porque, em 48% dos lares brasileiros, a mulher é a responsável pelo sustento da casa e dos filhos, segundos pesquisa do Grupo Globo e do IBGE, de 2023. Junto com a Sunglass Hut, a maior especialista em óculos de sol do mundo, que tem modelos exclusivos que combinam com os mais variados estilos de vida, a gente discute o que significa ser pai hoje.
Provedor — de afeto
A recente pesquisa Meninos: Sonhando os homens do futuro, idealizada pelo Instituto PDH e pelo Papo de Homem, revelou que cinco a cada dez meninos de 15 a 17 anos têm dúvidas sobre se são amados por seus pais. Essa insegurança é o reflexo de uma construção de paternidade que foi defendida e passada de geração pra geração por séculos, na qual o homem devia ser responsável por manter a família financeiramente, e não por demonstrar afeto ou qualquer outro tipo de emoção vinculada ao amor. Após pautas como machismo e masculinidade tóxica ganharem força, hoje, o que faz sentido é a figura do pai que pode até ser focado na carreira, mas também se empenha em ser o provedor de apoio, de carinho e de colo.

Tem que participar
Quantas vezes você já ouviu alguém dizer — ou até mesmo acabou falando — que aquele pai “ajuda muito” na criação dos filhos? Se uma mãe cuida das crianças, ela não faz nada mais do que sua obrigação. Já um pai que cumpre suas obrigações recebe dezenas de elogios. Esse carrossel da ilustradora americana Mary Catherine Starr exemplifica bem essa realidade.
Segundo essa ótica antiga, o pai participativo era aquele que brincava com os filhos ou fazia deles os “companheirões” de momentos lúdicos. Um bom exemplo é o pai atleta, que apoia os filhos nos esportes — e se cobre de louros por isso. O paizão de hoje, contudo, é aquele que se empenha tanto nos esportes como na maratona do cotidiano, participando ativamente da criação dos filhos. Ele sabe que ajudar não é a palavra e divide todas as tarefas necessárias pra cuidar da galera de casa, sem que ninguém tenha que pedir. Também está ligado na carga mental, ou seja, no pacote de funções invisíveis que, no dia a dia, acabam ocupando um espaço enorme na cabeça — como saber onde está a carteirinha de vacinação e lembrar de comprar o presente do coleguinha aniversariante.
A chave é o diálogo
Por muito tempo, também se acreditou que o pai deveria ser uma figura autoritária, que se impusesse através do medo. Só dessa forma, seria respeitado. Mas essa ideia precisa ficar no passado. A figura paterna que a gente admira é aquela que, com toda calma, deixa de lado o autoritarismo e dialoga de igual pra igual — nem que pra isso tenha que meditar muito e praticar yoga. Também tem a sabedoria de demonstrar vulnerabilidade e se desculpar quando necessário. Uma boa forma de garantir essas atitudes é consumir conteúdos sobre formas respeitosas e positivas de criar seus filhos, a exemplo do livro Educação não violenta (2019), de Elisama Santos, e dos vídeos e cursos da pedagoga e educadora parental Maya Eigenmann.
Sempre se atualizando
É claro que alguns choques geracionais vão acontecer. Afinal, muita coisa muda em 25, 30 anos. Mas o bom pai inclui entre suas prioridades se atualizar pra sintonizar com a geração à qual os seus filhos pertencem — e não apenas ser geek e estar por dentro das novas tecnologias. Ele também entende a importância de discutir e ser um agente transformador em questões que vão das mudanças climáticas até a luta antirracista.

Próximos passos
Apesar de todas as mudanças positivas, ainda temos muito a avançar. E a prova disso são os números de abandono parental no Brasil. De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil tem cerca de 11 milhões de mães que criam seus filhos sozinhas. Até julho deste ano, mais de 91 mil crianças foram registradas sem o nome do pai no país, segundo dados do Portal da Transparência, da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, a Arpen.
Também precisamos debater mais sobre as diversas formas de parentalidade. Uma pesquisa realizada em 2018 com mais de 2 mil pais e mães mostrou que ainda é tabu conversar com as crianças sobre a diversidade na composição de lares e que 37% dos filhos de mães-solo já sofreram preconceito por sua configuração familiar não tradicional, assim como 29% das crianças em família homoafetiva, 26% das adotivas e 18% daquelas que têm pais separados.
Licença paternidade
Outro assunto amplamente debatido é a ampliação da licença paternidade. Hoje, no Brasil, esse período é de apenas cinco dias corridos após o nascimento ou a adoção da criança, podendo ser estendido por mais 15 dias úteis se a empresa estiver cadastrada no programa Empresa Cidadã. Recentemente, um projeto que propõe o aumento gradativo da licença paternidade pra até 75 dias avançou no Senado. Segundo a Agência Senado, será possível parcelar a licença em até dois períodos — o segundo podendo ser após 180 dias —, com o principal objetivo de apoiar o retorno da mãe ao mercado de trabalho.
Um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2022, mostra que 115 países oferecem licenças-paternidade, com duração média de nove dias. Mas, apenas 102 têm licença remunerada — integral ou parcialmente. No topo, estão a Eslováquia, com 197 dias; a Islândia, com 183; e a Espanha, com 112.
Quer dar um óculos de sol de presente no Dia dos Pais?
Está em busca de um presente pro seu pai? Não importa se ele é atleta, namastê, intelectual, geek, empresário… A Sunglass Hut tem uma curadoria exclusiva de óculos de sol que você só encontra lá, com mais de 2 mil modelos à venda em 100 lojas espalhadas pelo Brasil. Tem Ray-Ban, Oakley, Vogue Eyewear, Michael Kors, Burberry, Versace, Prada… Ou seja, na Sunglass Hut dá pra escolher entre uma variedade enorme de óculos de sol e sempre vai ter um que combine com a personalidade e o estilo de vida do seu pai.
Saiba mais:
· A plataforma Paizinho, Vírgula!, criada pelo psicanalista, pai de quatro filhos, escritor, palestrante e educador parental Thiago Queiroz.
· O livro Crônicas de Pai (2021), do fotógrafo e escritor Leo Aversa.
· O documentário Todos nós cinco milhões (2019), de Alexandre Mortagua, que fala sobre o abandono parental no Brasil.
· O podcast Parentalidade Preta, apresentado pelo educador parental e pai de duas crianças negras Diego Silva.
· O perfil @2depais, onde o casal Robert e Gustavo compartilham suas experiências sendo pais LGBTQIA+.

No episódio mais recente do Desenrola, gravado diretamente da Casa The Summer Hunter em São Paulo, a gente reflete: existe vida além do trabalho? Como fazer com que a nossa relação com a profissão seja mais saudável? Nossos convidados são Renata Rivetti, fundadora da Reconnect Happiness At Work, Natália Sousa, jornalista e criadora do podcast Para dar nome às coisas, Veronica Oliveira, ex-diarista, comunicadora e criadora do Faxina Boa, e Edson Moraes, mestrando em ciências do envelhecimento e conselheiro empresarial. Ouça agora!
🚨 Alerta de spoiler: Na próxima segunda (12/8), o papo é sobre como comer de verdade na cidade. Luiza Fecarotta, crítica, curadora e jornalista gastronômica, conversa com a chef Ieda de Matos, que está à frente do Casa de Ieda; Mariana Weber, jornalista e criadora da plataforma O Caderno de Receitas; e Patty Durães, pesquisadora de culturas alimentares, sobre o acesso a alimentos de boa qualidade, a importância de cozinhar, como conciliar a correria do dia a dia com uma boa alimentação e muito mais. Já segue o podcast na sua plataforma de áudio preferida e aproveita pra dar cinco estrelas!
texto: Dandara Fonseca | edição: Adriana Setti |
arte: Eduardo Gayotto
☀️
Nós somos o The Summer Hunter, uma plataforma de conteúdo que acredita que o verão é mais do que uma estação do ano; é um estado de espírito. Nos siga no Instagram, onde publicamos conteúdo inédito diariamente, sempre às 7h30 da manhã. Ouça também nosso podcast, o Desenrola, e coloque um pouco de música na sua rotina com as nossas playlists em parceria com a Tecla Music. Também explore a nossa linha de acessórios desenvolvida em collab com a Allcatrazes. E pra se manter atualizado sobre as novidades do TSH e ter acesso a conteúdos e benefícios exclusivos, faça parte de nossa comunidade no WhatsApp!