Você consegue lembrar qual foi a última vez que tentou fazer algo pela primeira vez? De aprender a tocar um instrumento a experimentar um novo sabor, abraçar a novidade é o que nos tira do piloto automático e da estagnação que, muitas vezes, é imposta pelo corre do dia a dia. Exercitar essa curiosidade pelo diferente também nos conecta com o mundo atual e faz a vida ficar mais interessante. Aqui, a gente lista os benefícios de se abrir pro novo e dá algumas dicas de como fazer isso.

Constante evolução

É verdade que os mais jovens tendem a ser mais sensíveis e responsivos às experiências novas. Mas os adultos também têm capacidade de adaptação. Pesquisas recentes revelaram que o cérebro nunca para de mudar em resposta à aprendizagem — habilidade conhecida como plasticidade estrutural.

Segundo diversos estudos, cada vez que aprendemos algo, novas conexões entre os neurônios são criadas, e as já existentes se tornam mais fortes. Além de melhorar a memória e a concentração, essa habilidade natural também permite manter a mente ágil e flexível. Isso é especialmente importante à medida que envelhecemos, pois pode ajudar a retardar o declínio cognitivo associado ao envelhecimento.

Se adaptando

Segundo um estudo da Universidade de Columbia, nos EUA, recém-publicado na revista científica Nature, conhecer lugares e pessoas diferentes reprograma o cérebro pra ser mais adaptável e o prepara pra pensar fora da caixa.

Em outras palavras, além de dar um boost na criatividade — afinal, você está expandindo seu universo de conhecimento e de inspirações — experimentar algo novo nos ajuda a construir resiliência. É por isso que, segundo o novo estudo, doses diárias de novidade podem ter um poderoso impacto no cérebro pra aumentar a sua capacidade de resolver problemas e passar por situações complexas da melhor forma.

Hobby, eu te amo

Aprender um novo idioma ou fazer um curso que vai ajudar você a alcançar novos níveis profissionais é sempre um caminho interessante. Mas e aprender algo apenas por prazer? Já parou pra pensar há quanto tempo não faz isso? Em tempos de produtividade a qualquer custo e superexposição nas redes, é cada vez mais difícil encontrar quem se dedique a um hobby. De tocar violão a produzir cerâmica, passando por cozinhar e praticar um novo esporte, com certeza existe alguma atividade que vai despertar seu interesse.

Experimentar algo novo no seu tempo livre ainda pode ser uma oportunidade de se concentrar em apenas uma tarefa, algo que — como você já deve ter percebido — tem se tornado cada vez mais difícil. Também ajuda a esvaziar a cabeça, o que reduz o stress e acalma o corpo. Um estudo realizado em 16 países e publicado em 2023 na revista Nature Medicine ainda relacionou os hobbies a uma maior satisfação com a vida, sensação de bem-estar mental e senso de pertencimento na velhice.

Novos lugares? Oh yeah!

Conhecer pessoas com histórias de vida totalmente diferentes da sua, experimentar sabores e ingredientes que apresentam um novo mundo, ter contato com hábitos e culturas que tiram você da zona de conforto e fazem refletir sobre a vida… Ao viajar, é comum naturalizar experimentar coisas novas. Consequentemente, ir a lugares ainda desconhecidos também passa por entender que não estamos sob o controle de quase nada, e que é preciso se dispor a aprender.

No entanto, esse mood que mistura energia e curiosidade também pode aflorar no dia a dia se você, intencionalmente, abrir espaço pra isso. Não ficar parado é muito mais uma questão interna do que geográfica, e as pequenas aventuras do cotidiano são tão importantes quanto as grandes viagens. Dar um rolê por um bairro desconhecido, conhecer aquele parque onde você nunca foi, dizer sim para os amigos que vivem chamando pra um pedal na ciclofaixa… Basta encontrar o seu jeito de escapar do óbvio e arejar a rotina.

Metamorfosear

Estar sempre em movimento também implica ter abertura pra mudar de ideia. Até porque, ao ampliar a visão de mundo, é bem difícil que todas as suas crenças e valores ainda façam sentido. É por isso que quem nunca fica parado costuma viver em sintonia com pensamentos inovadores e conectados com o presente — lendo, aprendendo e evoluindo. Também é interessante rever hábitos. Produzir menos lixo, orientar o consumo à sustentabilidade, se organizar em torno da luta contra as mudanças climáticas… Esses são apenas alguns dos caminhos.

Sem neura

Sempre que você pensa em experienciar algo novo, um medo paralisante aparece? Nesses momentos, busque racionalizar e entender de onde vem esse sentimento. É da insegurança de desistir no meio do caminho? Se sim, vale lembrar que a desistência não precisa ser encarada como um fracasso, já que também é uma oportunidade de entender o que faz mais sentido pra você. E a única forma de descobrir isso é tentando.

Por último, mas não menos importante, faça um esforço consciente pra mandar pra longe a ideia de que devemos executar tudo com o maior nível de excelência. Se você quer se esforçar pra mandar bem naquilo que está aprendendo, vá em frente. Mas não deixe que o perfeccionismo o impeça de começar algo que pode fazer você mais feliz.

Pra quem não consegue ficar parado

Ter a mente aberta a mudar de hábitos em benefício da sua saúde e do planeta é essencial pra se manter em movimento. Junto com a Vans, a gente traz uma boa notícia pra quem vem redirecionando o consumo, priorizando produtos inovadores e alinhados à sustentabilidade: chegaram as novas colorway LIGHT YELLOW/MULTI e LIGHT GREEN/BLACK do Vans UltraRange Neo VR3. O modelo foi repensado e reconstruído com entressola EcoCush™, feita com pelo menos 60% de borracha natural derivada de cana de açúcar, e composto EcoWaffle™ , que utiliza borracha natural ao invés de materiais sintéticos derivados de petróleo, entre outros insumos de fontes que seguem práticas éticas comprovadas. Conheça!

Pra saber mais:

· A matéria da Psyque sobre como sair do piloto automático.
· O episódio You can learn new things at any age, do podcast Speaking of Psychology.
· Os nossos posts sobre como criar resiliência e sobre os benefícios de mudar de ideia.
· O livro Pense de novo: O poder de saber o que você não sabe (2021), de Adam Grant, publicado pela Sextante.

No episódio mais recente do Desenrola, nosso podcast, a gente fala sobre transformar paixão em trabalho. Será que isso é possível pra todo mundo? Como a Internet pode ajudar? Nossos convidados são pessoas que fizeram isso de forma descomplicada: Aline Maia, coreógrafa, dançarina e professora, e o Ale e a Duda, dupla responsável pelo GetOutside. Ouça agora.

🚨 Alerta de spoiler: Na próxima segunda-feira (27/5), convidamos o ativista educacional santomense Alex Henry, a produtora e funkeira dinamarquesa Fefe Life, e o jornalista norte-americano Seth Kugel pra contar pra gente: como é ser gringo no Brasil? O que é esquisito no nosso país ao olhar de quem vem de fora? E o que eles mais amam por aqui? Já segue o Desenrola na sua plataforma de áudio preferida e aproveita pra dar cinco estrelas pro podcast!

texto: Dandara Fonseca | edição: Adriana Setti | arte: Eduardo Gayotto

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